O post anterior em tradução de Celina Lage, conforme o pedido dos latinistas de plantão:
Acaso lembram Júpiter, alegre de néctar, as preocupações
graves ter posto de lado e ter-se ocupado de relaxados jogos
com Juno folgada, e ter dito: “vosso prazer é maior,
sem dúvida, do que aquele que atinge os machos”.
Ela nega. Resolveu que seja a sentença ao douto
Tirésias perguntar; para ele Vênus era conhecida pelos dois lados.
Porque, de duas grandes copulantes, na verde floresta,
os corpos das serpentes ele violentara com um golpe de cajado.
De homem, admiravelmente, feito mulher, sete
outonos passara. No oitavo, novamente às mesmas
viu e disse: “para que mude a sorte do autor no contrário,
agora, do mesmo modo, que eu vos fira”. Atingidas as mesmas cobras,
à forma primeira volta e chega ao seu aspecto de nascença.
Este, tomado como árbitro do jocoso litígio,
confirma a fala de Júpiter. Juno, mais violenta do que o necessário,
é levada não por ter sofrido pelo assunto, e do seu
juíz condenou os olhos à noite eterna.
Mas o pai onipotente (pois não é lícito a nenhum deus fazer nulos
os feitos de outro deus), em lugar da luz tirada,
concedeu a ele saber o futuro e lavou o castigo com essa honra.