maio 9, 2005

Filosofia é pop

Sempre achei que os conceitos da filosofia moderna sempre fossem mais adequados ao mundo pop do que ao pensamento sério. Por exemplo, é meu sonho escrever um romance policial ou uma série de TV com um herói canino chamado "Imperativo Categórico", o cachorro que não procura o bandido para ganhar seu biscoito por causa de uma profunda lei interna que o obriga a tal.

Outro dos meus sonhos, acho que já falei dele, é montar uma banda de rock cartesiano, teríamos um disco chamado "Cogito" e seria uma banda progressiva e um álbum conceitual, as músicas seguiriam argumentos lógicos: "dúvida radical", "deus enganador", "meditação primeira", "argumento ontológico", e tal; o segundo disco se chamaria "método" e por aí vai. Seria uma música pesadamente bitonal para expressar a separação entre corpo e alma.

E não deixa de ser interessante escrever um filme de terror chamado "Weltgeist", um fantasminha camarada e esquizofrênico em uma luta interna (dialética!) consigo. Apesar de aparentemente inofensivo, as pessoas teriam muito medo de sua extrema prolixidade e capacidade de escrever parágrafos que avançam por páginas e páginas.

Não sei se venderia, mas são personagens cheios de empatia, e esqueci de falar da Conexão Necessária, uma mulher mal amada que nunca se apaixonou por ninguém, até que descobriu ser lésbica e se casou com a Probabilidade.

Posted by Bruno Hohenstaufen at maio 9, 2005 6:51 PM